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  • Myh Farias

"Dolce Far Niente" = O prazer de não fazer nada

Atualizado: 4 de Jun de 2018

Está cada vez mais raro ouvir essa frase das pessoas. Na era do imediatismo e do "ter que ser"não fazer nada é impensável e sentir prazer com isso é quase impossível.



Quando cogito a hipótese do "não fazer nada" é no sentido real da coisa. Vejo muita gente falar que precisa descansar, de férias, de um tempo; mas quando esse tempo realmente chega é preenchido com inúmeras outras coisas. Não paramos mais para observar nada, muito menos para sentir à nós mesmos e as sutilezas da vida.


"Colocamos a culpa na globalização, na cultura ocidental e na era do imediatismo que nos direciona para uma posição frenética da produção exacerbada (no qual, precisamos produzir, precisamos ser úteis no trabalho, em casa, nas relações) o tempo todo. Desta forma, esquecemos que não fazer nada é tão necessário quanto ser necessário o tempo todo".


Resolvi falar sobre isso porque sofri para redescobrir a minha capacidade de "não fazer nada" e não tinha a menor ideia de que não sabia mais fazer isso. Ouvia demais as pessoas me falarem "desacelere" e não sabia como. Depois de um processo de autoconhecimento profundo percebi o quanto essa pausa é necessária para o corpo e para mente, principalmente, para se viver em harmonia, e a responsabilidade em estabelece-la era totalmente minha.


Não fazer nada, neste contexto, é desligar-se do mundo, fisico e mentalmente. é fazer algo que você gosta e que não faz a tempos por "não ter tempo", coisas simples. É dar-se a possibilidade de acordar tarde um dia na semana, é ficar à toa consigo mesmo. Sem celular, sem redes sociais, sem a obrigação de registrar o momento. Parar por um momento, dar conta de si, do que sente, do que quer, e fazer sem culpa, tendo a liberdade e a responsabilidade por si mesmo, sem obrigações sociais.


Quando foi a última vez que você parou para observar as cores do céu, as nuvens, as árvores; quando foi a última vez que você parou para se olhar no espelho e acariciou seu próprio corpo ou observou seus próprios pés e os batimentos do seu coração; quando foi a última vez que você colocou sua música preferida e dançou ou apenas ficou no seu sofá jogado ouvindo essa canção maravilhosa. Quando foi a última vez que tirou uma tarde para dormir (repor aquele sono atrasado).


Perdemos a capacidade de não fazer nada e quando estamos "ociosos" ficamos angustiados porque não sabemos "não fazer nada", não conseguimos mais ficar parados, ouvir o silêncio, olhar para o nada e, esvaziar a mente.


“Os homens não são prisioneiros do destino, são da sua própria mente". Franklin Roosevellt


Pense nisso e redescubra as coisas simples que te fazem desacelerar.


Grande abraço e até a próxima.

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Prazer, essa sou eu...

    ... Apaixonada pela vida, amante das coisas simples. Movida pela energia da natureza e pela luz de Deus. Constituída pelos amores: do melhor amigo que virou marido Lê, do meu filho Gui meu maior professor e de um peludinho dog chamado Bup. Melhor equipe do mundo, no qual, compartilho muitas experiências e grandes lições. Eterna aprendiz na vida, descobrindo a arte da culinária e mãe em tempo integral. Essa sou eu neste momento, mas não se acomode, sou uma pessoa em constante mudança, ou melhor dizendo, uma metamorfose ambulante.

 

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