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  • Myh Farias

Filme: Fragmentado (o melhor de 2017)

Todo mundo sabe que o M. Night Shyamalan não é um diretor qualquer, ou seja, ele não dirige qualquer filme (não é para qualquer público). E não seria diferente neste brilhante filme chamado Fragmentado.


As múltiplas personalidades de Kevin - Filme Fragmentado

Para mim, esse foi o melhor filme de 2017. O ator James McAvoy, que faz o Kevin, está completamente deslumbrante, acredito ter sido seu melhor papel. Não é para qualquer um fazer tantas personalidades diferentes ao ponto de convencer o público de cada uma delas, fazendo com que obtivessemos sentimentos por cada personalidade. Não é só pela atuação brilhante, pela história e por todo contexto apresentado. O filme traz uma reflexão profunda sobre o Transtorno Dissociativo de Personalidade (TDI), apresentado por Kevin, além de abordar também o tema de abuso infantil (sofrido por uma das meninas sequestradas). Assuntos bem sérios que deveriam ser falados com maior frequência, pois raramente (quase nunca mesmo) eu vejo filmes que apresentem temas sobre saúde mental. Esse aqui chocou, e muito, pela forma em que abordou o tema, mas que de certa forma, fez muita gente (como eu) pensar sobre o assunto, para além, fora da caixinha.


“O filme conta a história de Kevin, um rapaz que possui 23 personalidades diferentes e consegue modificar quimicamente seu organismo para cada uma delas. Um dia Kevin sequestra e mantém em cativeiro 3 meninas que precisam “dar conta” de todas as facetas apresentadas pelo rapaz e ainda encontrarem um jeito de escapar dele".


Apesar de ser um filme (e como tal, apresentar muita coisa fictícia) seus diálogos e cenas nos deixam perturbados e fragilizados com toda a situação apresentada. No filme o Kevin procura uma especialista em TDI (não sei dizer se é uma psiquiatra), que se mostra mais preocupada em estudar as personalidades apresentadas por Kevin, do que em ajudá-lo a se tornar somente o Kevin (pois o próprio, só aparece uma vez no filme), tanto é que o filme dá uma reviravolta, pois existe a 24º personalidade, no qual a especialista já tinha conhecimento de que uma hora apareceria e nada fez.

Outro fato angustiante foi da menina abusada a vida toda pelo tio e ninguém (nem o próprio pai) nunca percebeu o quanto ela precisava de ajuda, simplesmente só a julgavam como “a esquisita”.

Isso me fez refletir sobre essas duas questões principais: 1. Quantos casos de TDI por aí são tratados apenas com medicações e exclusão da sociedade (casos que, muitas vezes, nem são tão graves como a do Kevin), como no filme, apenas para estudo, deixando de lado a pessoa que ainda se encontra ali “amoado e escondido em algum lugar da sua mente”, conforme mostra o filme, sem nenhuma ajuda real e consistente, no interesse em resgatar a personalidade original daquele ser humano. Acredito que ainda há muito que se estudar sobre TDI para que se chegue a uma forma de pelo menos minimizar a “manifestação” de outras personalidades e os prejuízos psicológicos que isso pode acarretar ao longo do tempo sem ter que excluir esse indivíduo do convívio social e familiar. Mas para tanto, seria necessário profissionais com um olhar mais humano do que apenas se comprometer com a ciência. 2. Quantas pessoas estão bem na nossa frente precisando de ajuda, sendo abusadas frequentemente e nem imaginamos, apenas rotulamos de “estranha, esquisita” e sequer olhamos mais profundamente ou estendemos a mão. É mais fácil se esquivar do que não nos agrada, de pessoas difíceis de lidar ou é mais conveniente ter aquela filha (o), irmã (o) que vive no seu mundo e não incomoda ninguém. Cara isso, infelizmente, é muito frequente e não damos conta que muitas vezes o pedido de socorro está no silêncio e nas atitudes.

Curiosidade


O filme foi baseado em uma história real de um americano chamado Billy Milligan que foi diagnosticado com múltiplas personalidades – 24 para ser exato – e essas personalidades foram usadas na defesa de crimes que ele havia cometido.


Como pode?!


Até o próximo post.

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Prazer, essa sou eu...

    ... Apaixonada pela vida, amante das coisas simples. Movida pela energia da natureza e pela luz de Deus. Com 3.3 primaveras de muitas experiências e grandes lições. Aprendiz de psicóloga, descobrindo a arte da culinária e mãe em tempo integral. Essa sou eu neste momento, mas não se acomode, sou uma pessoa em constante mudança, ou melhor dizendo, uma metamorfose ambulante.

 

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