Buscar
  • Myh Farias

Mãe, vamos dormir carrapatinho?!

Sabe aquele aconchego, bem embalado de braços que se cruzam num abraço apertado bem quentinho, aquela respiração quente do pequenino no seu pescoço, enquanto você cheira seu cabelinho e enche ele de "beijinho de peixinho" na testa que o deixa relaxado e com olhar perdido e um sorrisinho de lado contagiante. Ali vocês dois pegam no sono, sem dizer nenhuma palavra, apenas olhando nos olhos, com pequenas doses de cafuné que gradualmente leva a uma respiração profunda.


Desde pequeno criei o hábito com meu filho de dormir desta forma, do qual carinhosamente denominei de carrapatinho (de tão grude que é...rs), Hoje, ele com 6 anos, esse gesto não ocorre mais com tanta frequência, ele já dorme no quarto dele e entende que cada um precisa do seu espaço, ele o quarto dele e nós (o papai e a mamãe) o nosso (demorou mais conseguimos fazê-lo entender). Mas, uma vez ou outra (principalmente quando está muito frio ou quando tem um pesadelo) ele corre e pede: "mãe, vamos dormir carrapatinho? Eu não nego, marco com ele um horário e me disponibilizo para esse pequeno gesto.


Entendemos, o pai e eu, que o "dormir carrapatinho" cria um vínculo de afeto e carinho mútuo, onde, talvez, ele relembre da sensação do acolhimento de quando era bebê e se sinta seguro e amado. Acredito que o "carrapatinho" possa fortalecer os laços, diminuir o estresse e fazer com que o meu pequeno possa confiar cada vez mais em nós, pais. Ele sabe que independente da idade, sempre que precisar de um aconchego, um cafuné, um tempo no nosso colo, nos nossos braços, ele terá.


Eu fui criada assim, lembro-me com muito carinho das vezes que minha mãe dormia assim comigo, e se eu fechar os olhos, ainda consigo lembrar do cheiro dela. Me acalmava tanto. Até hoje quando preciso, corro até ela, deitamos para conversar até pegar no sono. Olhamos nos olhos, fazemos cafuné e rimos muito e esses episódios são impagáveis para mim. Talvez aí esteja a fórmula para nos tornarmos mais humanos, mais sensíveis e mais amáveis.


Que desta forma, não percamos a sensibilidade com nossos próprios filhos, que o colo, o abraço apertado, o conforto do porto seguro, nunca se perca no tempo da maturidade. Que em nós, eles possam sempre encontrar o refúgio necessário, o abrigo e o amor incondicional. 


Que sejamos sempre carrapatinho quando necessário!!!


Muita luz e paz e até a próxima.

0 visualização
Prazer, essa sou eu...

    ... Apaixonada pela vida, amante das coisas simples. Movida pela energia da natureza e pela luz de Deus. Constituída pelos amores: do melhor amigo que virou marido Lê, do meu filho Gui meu maior professor e de um peludinho dog chamado Bup. Melhor equipe do mundo, no qual, compartilho muitas experiências e grandes lições. Eterna aprendiz na vida, descobrindo a arte da culinária e mãe em tempo integral. Essa sou eu neste momento, mas não se acomode, sou uma pessoa em constante mudança, ou melhor dizendo, uma metamorfose ambulante.

 

  • White Facebook Icon

© 2023 by Going Places. Proudly created with Wix.com

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now